Abril 16, 2021

Um beijinho no ombro para as queridas inimigas

É PESSOAL

Há quem diga que se não temos inimigos, estamos a fazer um mau trabalho. Não discordo, mas também não acho que seja assim tão linear.

Acho que sempre tive alguns "inimigos". Porque sempre disse o que pensava, porque sempre tive pelo na venta, porque simplesmente nunca me importei com isso. E continuo sem me importar. Na verdade, até acho um pouco de graça. Mas quando não entra no campo das ofensas e má fé.

Escrevo este artigo não só por mim, mas por vários feedbacks que já recebi de clientes minhas sobre os seus inimigos. Porque, apesar de achar que tenho "inimigos", pessoas com más energias a pensar em mim e concorrência, não tenho propriamente algo grande do que me queixar. A não ser as cópias. Mas quanto a isso já nem vale a pena perder o meu tempo.

 

Pessoas más vão sempre existir. Acho que o segredo está em mantê-las longe.

 

Acho que todas as pessoas que se expõem têm uma propensão maior para a criação de "inimigos". Não apenas elas, mas aqui as atenções disparam. Também acho que pessoas que empreendem se expõem mais e logo aí, já sabem o que acontece.

 

Quando me lancei, lembro-me de receber um email (de uma pessoa que não sei quem é ou sei) a criticar a minha imagem. Só com isto. Depois disso, nunca mais tive um contato propriamente mau. Talvez porque já bloqueei muitaaaaas pessoas ao longo dos tempos e à mínima hipótese que eu vislumbre, pimba: bloqueado. É que nem quero saber. Comigo é assim e tem funcionado bem.

 

Também acho que há dois tipos de inimigos: os que têm de vir destilar o seu ódio, publicamente (haters) ou em privado, e aqueles que estão caladinhos que nem ratos mas com uma má energia daqui até à lua. E no meu caso, acho que tenho alguns deste último género.

 

Não critico nem acho mal quem expõe a sua vida pessoal e familiar. Mas atenção, ao contrário do que muita gente diz, não é isso que humaniza a Marca. Não precisamos mesmo fazer isso para humanizar uma Marca. Isso tem mais a ver com o estilo da pessoa e os seus limites. Nunca partilhei muito a minha vida familiar e assim continuarei. Porque não gosto e porque acho que quanto mais mostrar, mais "inimigos" irei atrair. Sempre achei esquisito aqueles casais que comunicam entre si frequentemente o seu grande amor nos posts das redes sociais e, sinceramente, nunca percebi bem isso.

 

Acho que quanto mais viermos "gritar" publicamente o nosso sucesso e o quanto estamos felizes, mais atrairemos as "invejas".

 

Não quer dizer que não o devemos fazer, mas fazer com moderação.

 

Tenho clientes que têm grande nível de exposição e alguns deles, um maior número de inimigos. Responder-lhes? Não lhes responder? Às vezes, perguntam-me isto. Para mim, é complicado, porque acho que a ação mais correta é ignorar, mas eu própria, com o meu feitio, não sei se ignoraria. Temos de ser superiores, mas esta gente também merece resposta. Por outro lado, acho que eles não quererão saber ou não entenderão as respostas que levarem. São pessoas mal resolvidas com elas próprias, que descarregam as suas frustrações nos outros, que não têm mais do que fazer, que têm ciúmes e inveja, que são infelizes. Para mim, é isto. Mas faz algum sentido ofenderem pessoas que não conhecem, fazerem comentários sem nexo nenhum, deturpar uma série de coisas e passar o tempo a olhar para os outros, criticando-os?

 

Como diz Miguel Boaventura: "Você nunca será criticado por alguém de sucesso. Mas será alvo preferencial dos medíocres."

 

Temos de estar preparados para que um dia (ou vários) isto nos aconteça?

 

Nos dias de hoje, acho que sim. Qual a solução? Cada um saberá a sua. Eu prefiro ignorar, na maior parte dos casos. Mas se for algo que ultrapassa certos limites, então deverão ter uma resposta. Mas uma resposta inteligente e não no calor do momento. Devemos responder noutra moeda e não na mesma. Pense que essas pessoas precisam de ajuda. No fundo, é isso, precisam de muita ajuda.

 

Não amo toda a gente neste mundo. Vejo muitoooooos disparates sobre os temas que trabalho profissionalmente, vejo muitas mentiras e falsidades... Agora, eu lá ia enviar mensagem às pessoas ou comentar algo sobre isso? Não. Se já tive vontade, já. Bem, há coisas completamente e ridículas e que acho que induzem as outras pessoas em erro. Mas para quê é que o faria? Não vale a pena. Negatividade atrai negatividade. Cada um no seu lugar. Cada um com o seu trabalho, com o seu posicionamento, com o seu público. Agora, já houve um ou outro dia em que vi umas cópias minhas absurdas, por acaso estava de mau-humor e contatei as pessoas. Mas raramente o faço.

 

Outro facto engraçado (que não tem graça nenhuma) é o trabalho que algumas destas pessoas têm de criar perfis falsos e de achar que não as descobriremos. Por favor. Não nos tratem como se fossemos idiotas, porque no fundo, sabem que não somos.

 

Não deixe nunca que isto o afete a si. Sei que poderá não ser sempre fácil. Mas estas pessoas não valem o nosso tempo, atenção e muito menos uma lágrima ou alguma irritação.

 

Falta empatia neste mundo. Muita empatia. Falta educação. Falta respeito. Falta sinceridade. Falta valores.

 

Menos inveja, mais trabalho.

O verdadeiro mérito não se mede em comparação com os outros. Inimigos, sigam a vossa vidinha e respeitem os outros.

Paremos de olhar para o lado, de focar na concorrência a toda a hora, de querer o que o outro tem ou pensamos que tem. Paremos de criticar os outros. Paremos de fingir que somos anjinhos e depois lançamos os maus olhados. STOP.

 

Há algo que quero muito que saibam e sobre o qual nunca tinha falado.

Quando resolvi lançar-me a solo (empreender), poucas pessoas estiveram realmente do meu lado. Percebi que para o meu bem, teria de cortar relações com algumas delas (e algumas bem próximas). Outras, teria de mantê-las "desinformadas" e outras, teria de lidar com "pinças". Isto aprende-se. Foram algumas das melhores decisões que tomei.

 

Não sou uma pessoa muito espiritual. Não acredito em bruxas, mas que as há, há. Acho que tenho vindo a conhecer mais este lado por algumas situações que vivi. Sou uma pessoa super pragmática e se me falassem de certas coisas há uns anos atrás, ia rir-me disso. Hoje não.

 

Talvez por estar exposta. E mesmo com uma postura de me resguardar ao máximo e também o que se passa comigo e com o meu negócio. Mesmo assim, sinto as energias negativas que emanam para mim. Sinto-as. E sei perfeitamente de onde vêm. Não, não sou bruxa, mas tenho uma intuição e uma sensibilidade para isto incríveis. Sei os seus nomes todos e vou atrás de vocês! Eheheh, estou a brincar. Sei os nomes, mas não irei atrás. Quero lá saber.

 

Como já disse aqui, quero distância. Comecei a adoptar algumas medidas. Se serão a solução? Não sei. Mas algo temos de fazer. "Limpar" a casa e escritório, usar algumas proteções, entre outras coisas. Nada exagerado, mas acho que o principal é mesmo ignorar tudo isto e seguir com a minha vida.

 

Queridos inimigos,

Sabemos que estão aí, com ruído ou em silêncio. Sabemos que vão continuar a existir e que nos seguem. Pois é. Saiam dos computadores/telemóveis, façam algo por vocês mesmos e vão viver as vossas vidas. Adeus e um beijinho no ombro.